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Centro de Pesquisas Alienígenas: apesar do nome, é apenas uma loja de suvenir próxima a Área 51Foto: Isaac Brekken / NYTNS
Do Zero Hora

Por mais de 25 anos, especulou-se que fenômenos extraterrestres ocorriam na região
O Little A'Le'Inn tornou-se um destino turístico improvável no deserto de Mojave durante quase 25 anos, vendendo lembrancinhas de canecas verdes em formato de alienígena a camisetas da E.T. Highway  dedicadas à ideia de que não estamos sozinhos no universo. E não foi à toa.
Cerca de 14,5 quilômetros acima em uma estrada de terra se encontra uma instalação militar supersecreta conhecida como Área 51, cuja origem obscura nutriu décadas de especulações sobre seres de outros planetas e manteve um fluxo constante de turistas em busca de OVNIs.
Melhor dizendo, a instalação militar supersecreta que não era conhecida como Área 51 ao menos não até agosto, quando a CIA publicou um relatório secreto sobre o avião espião U-2, reconhecendo oficialmente algo que todos ali sempre souberam: que existe uma base militar de testes secreta em Groom Lake conhecida como Área 51. Ela fica a 241 quilômetros ao norte de Las Vegas, em uma área ampla com desertos, montanhas, vegetação rasteira e placas que dizem "Nenhum posto de gasolina pelos próximos 250 quilômetros".
Área 51 é o nome dado a uma base militar em Groom Lake, no deserto de Nevada (EUA). Por décadas, houve relatos de OVNIs na região, e especulação de que a área estaria ligada ao estudo de fenômenos extraterrestres. Só recentemente os EUA admitiram que se tratava de uma base de testes secretos. O folclore conferiu vocação turística para a região, que desenvolveu comércio de suvenires e recebe entusiastas da ufologia e curiosos.
Foto: NYT/NYT

O relatório, publicado após oito anos de insistência de um arquivista da Universidade George Washington que pesquisava a história do U-2, não faz qualquer referência a colônias de seres extraterrestres, sugerindo que a base secreta era dedicada à tarefa relativamente mais mundana de testar aviões espiões.
Isso não importa. Até mesmo essa minúscula validação foi bem recebida em Rachel, com sua população de 57 pessoas, para onde os turistas não têm ido com a mesma frequência de antes. Com a passagem do tempo e o surgimento inevitável de novos temas de interesse nacional, os filmes e programas de televisão que alimentaram a fixação internacional pelos alienígenas escondidos na Área 51 de Arquivo X a Independence Day  não chama mais tanta atenção como antigamente.

Temos um livro de visitas, mas ele desapareceu por aí. Shelby, você sabe onde o livro de visitas foi parar? ” perguntou Pat Travis, de 70 anos, proprietária do Little A'Le'Inn, a uma garçonete que estava atrás do balcão.
É estranho que ele não fique aqui fora para os visitantes assinarem ” resmungou Travis.  “ Você traria ele para mim?
Travis  que conta ter sido acordada certa noite pela luz forte de um OVNI que passou pela porta dos fundos  afirmou que esperava que o reconhecimento da CIA trouxesse mais clientes para o bar.
Eles vão querer saber onde encontrar a Área 51 e como reconhecer OVNIs na escuridão da noite, vão querer comprar os produtos das prateleiras repletas de copos de bebida verdes, canecas, palhetas de guitarra em forma de extraterrestres e até mesmo um vinho da Área 51 (produzido especialmente para a pousada por uma vinícola do Norte da Califórnia).
Todas as vezes que surge uma nova história as pessoas começam a vir ” afirmou.  “ Elas querem saber como chegar na Área e onde ela fica. Quanto mais revelam, quanto mais se fala a esse respeito, mais o assunto se desenvolve.
Rachel estava relativamente deserta naquele dia, a não ser por uma família de Seattle que havia saído de Las Vegas em direção a Yosemite e fez um desvio em buscas de OVNIs a pedido do filho de 16 anos, Hank Reavis. Com o braço cheio de camisetas da Área 51 enquanto o pai pegava a carteira, Hank afirmou que queria ver com os próprios olhos o local exibido em filmes como Paul.
Ao ser questionado se teria vontade de visitar a Área 51, o pai de Hank, Gil, lenhador aposentado, respondeu que sim, mas Hank o corrigiu:
A gente não conseguiria entrar lá, pai.
Essa observação foi confirmada após o trajeto de 14,5 quilômetros pela Back Gate Road até a entrada dos fundos da base. Ou, ao menos, aquilo que se presume ser a entrada dos fundos da base, em vista das seis placas de "ATENÇÃO!" que proíbe fotos e a entrada de visitantes através do portão com luzes vermelhas piscando.
Se você passar pelo portão, eles podem atirar em você ” afirmou Niklas Gartler, um vienense de 17 anos que veio até aqui com um tio de Los Angeles.
Atirar talvez não: as placas prometem seis meses de prisão para os invasores. A maior ameaça, na verdade, são as cascavéis que empesteiam as estradas e trilhas durante os meses de verão.
O relatório, "The Central Intelligence Agency and Overhead Reconnaissance: The U-2 and Oxcart Programs, 1954-1974" (A Agência Central de Inteligência e o Reconhecimento Aéreo: Os Programas Oxcart e U-2, 1954-1974, em tradução livre) foi publicado, ainda que de forma editada, a pedido de Jeffrey T. Richelson, pesquisador sênior do Arquivo de Segurança Nacional da Universidade George Washington.
Certamente não havia como era de se esperar discussões sobre a presença de homenzinhos verdes ” afirmou Richelson. “ Essa é a história do U-2. A única coincidência são os voos do U-2 e os avistamentos de OVNIs, uma vez que a causa desses avistamentos era a presença de aeronaves em grandes altitudes.
Richelson afirmou que não estava em busca de informações sobre a Área 51.
Isso foi uma espécie de bônus ” afirmou.
As pessoas da cidade não parecem se levar muito a sério. A atitude mais comum pode ser vista no nome do restaurante, The Little A'Le'Inn ("O pequeno alien"). A cidade fica na beira da Rodovia Extraterrestre, como se referem à Rota 375, e há ali até uma placa de "Bem vindos, terráqueos".
Contudo, todo mundo parecia acreditar na existência de alienígenas por ali.
Nunca tive dúvidas ” afirmou Pam Kinsey, que trabalha como faxineira na cidade. “ Vejo as luzes todas as manhãs. Eu me levanto às 4h30 para mandar meu filho para a escola e sei que elas estão lá.
Howard Baral, contador do setor de entretenimento em Los Angeles e tio de Niklas, afirmou que fez a viagem até aqui  são três horas de carro de Las Vegas  para agradar o sobrinho.
Desde que ele era pequeno, ele sempre ficou superempolgado com o papo dos alienígenas de Área 51 ” afirmou Baral. “ Estamos no meio do nada. O que a força aérea estaria fazendo no meio do nada? ” indaga.
Annie Jacobson, autora de um livro sobre a história da área, afirmou que duvidava que o reconhecimento diminuísse o interesse por aquilo que se encontra por trás das cercas.
Isso só deixa as pessoas mais curiosas e as leva a ter ainda mais perguntas ” afirmou.
Porém, Travis só pensava em encontrar logo o livro de visitas para expor na entrada de seu restaurantezinho.
“Você vai ver gente vinda de muitos países, de muitos lugares diferentes ” afirmou, passando os dedos pelas páginas repletas de assinaturas do passado. “ Isso aqui precisa ficar exposto de novo. Precisamos colocar a mesinha aqui fora outra vez.

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