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Desde que o homem começou a explorar o planeta vermelho, imagens das areias e pedras em sua superfície têm sido confundidas com ratos, coelhos e outras criaturas típicas da Terra. Isso não revela nada sobre Marte - mas diz muito sobre a mente humana

Foto: Nasa
Da Veja

No final do ano passado, o robô Curiosity tirou mais uma de suas inúmeras fotos da superfície marciana. A paisagem era composta por areia e pedras vermelhas nada muito diferente das outras imagens do planeta. Apesar disso, a fotografia tem circulado pela internet, como se fosse uma evidência de vida fora da Terra. Acontece que uma das pedras mostradas lembrava, bem vagamente, um roedor. Isso foi suficiente para que sites como o Ufo Sightings Daily afirmassem que a Nasa estaria escondendo a existência do animal.

Apesar de ser altamente improvável que um rato terrestre fosse capaz de sobreviver em Marte ou que tivesse evoluído de forma independente no planeta, a imagem foi parar na imprensa escrita e nas redes de televisão na maioria das vezes em tom de deboche. O animal ganhou até um perfil na rede social Twitter, com mais de 1.700 seguidores: o @realmarsrat. "Povo da Terra. Vocês me encontraram. Preparem-se para a invasão", diz a descrição da conta.
Essa não é a primeira vez que imagens de Marte induzem ilusões de ótica e teorias da conspiração. Inúmeras pessoas já relataram ter visto faces humanas, coelhos e papagaios em sua superfície. Isso acontece por causa de um fenômeno psicológico chamado pareidolia, que faz com que o ser humano atribua a estímulos visuais vagos um significado que lhe seja familiar. É ele o responsável, por exemplo, pela visão de carneirinhos nas nuvens ou uma bota no mapa da Itália.
Segundos os cientistas, o fenômeno pode ter surgido como uma adaptação evolutiva para ajudar o homem a reconhecer, rapidamente e de modo inconsciente, animais, faces humanas e outros elementos do mundo natural. Às vezes, o efeito vai longe demais e faz as pessoas enxergarem coisas que não estão lá, como imagens religiosas em torradas ou figuras humanas em montanhas. As visões na superfície de Marte dizem muito pouco sobre o planeta vermelho principalmente sobre vida em sua superfície. Mas diz muito sobre a mente humana.
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A imagem acima foi obtida pelo robô Curiosity em setembro do ano passado. Em dezembro, o site Ufo Sightings Daily descobriu ali, em meio a rochas, a presença de um conhecido animal. “É um belo roedor em Marte. Observe a cor mais clara nas pálpebras superiores e inferiores, o nariz e a bochecha, o seu ouvido, sua perna da frente e estômago”, escreveram os ufólogos. O texto ainda afirmava que a Nasa teria descoberto vida no planeta vermelho, mas não revelaria o segredo para que Rússia e China não obtivessem a informação.
Depois, o site mudou de versão. Alertados por seus leitores, eles consideraram mais provável que o roedor fizesse parte de uma experiência da Nasa, que o usou para testar quanto tempo um animal seria capaz de sobreviver na superfície do planeta. A Nasa não falaria do assunto, segundo a nova teoria da conspiração, por medo de ser processada por grupos que defendem os direitos dos animais.
Segundo os cientistas da agência espacial, a imagem mostra uma simples pedra, que adquiriu um formato estranho por causa da erosão causada pelo vento e clima marcianos. A rocha seria tão desimportante, que, segundo a agência, não merecia nenhum tipo de análise mais detalhada.


Em 2007, o robô Spirit, enviado pela Nasa para explorar Marte, capturou um grande imagem panorâmica do planeta. A imagem foi obtida a partir do Home Plate, um platô nas Colinas Columbia onde o aparelho estava alojado. Apesar do grande tamanho da imagem, os ufólogos foram capazes de encontrar, no canto esquerdo, uma figura humana  apelidada de Pé-grande.
Segundo os cientistas, no entanto, trata-se apenas de um conjunto de pedras empilhadas, medindo apenas alguns centímetros de altura. A imagem é uma das mais famosas enviadas pelo Spirit em seus seis anos de operação em Marte.


As ilusões de ótica causadas por perturbações na superfície de Marte são inúmeras, mas raramente viram pesquisas publicadas em periódicos científicos. Em 2011, no entanto, a revista Journal of Scientific Exploration dedicada a cobrir assuntos pouco convencionais publicou um artigo defendendo que a imagem acima mostrava um papagaio na superfície de Marte.
Segundo a Nasa, a fotografia capturada pela nave Mars Global Surveyor mostrava uma formação geológica comum, mas os autores do artigo enxergaram outra coisa. Segundo três veterinários que compunham a equipe, a imagem mostrava uma cabeça, bico, corpo, olho, perna, pé, asas e penas, induzindo a visão de uma ave. Os geólogos do grupo que não são ligados a nenhuma universidade afirmaram que esse tipo de formação nunca poderia acontecer naturalmente, deixando de explicar quem seriam os verdadeiros autores de tal escultura.


Em dezembro do ano passado, o robô Curiosity fotografou um afloramento rochoso na superfície de Marte. Um pequeno objeto brilhante chamou a atenção dos pesquisadores, que se questionaram se ele faria parte da rocha ou se seria uma parte do próprio robô, que teria soltado durante sua caminhada pelo planeta.

Quando a imagem chegou aos olhos dos teóricos da conspiração, no entanto, eles foram muito mais longe, e conseguiram ver uma espécie de flor brilhante ali. As análises posteriores realizadas pela Nasa indicam que se trata de um mineral, muito provavelmente parte do afloramento rochoso.



Em 2004, a Nasa divulgou uma fotografia tirada pelo robô Opportunity em uma região conhecida como Meridiani Planum, localizada perto do equador do planeta. No meio da superfície plana, despontava um objeto amarelado, medindo entre quatro e cinco centímetros.

Duas estruturas alongadas se assemelhavam ao formato das orelhas de um coelho, o que deu à imaginação humana a possibilidade de avistar mais um animal terrestre na superfície de Marte.

Após receber uma série de cartas e e-mails questionando a natureza do objeto, a Nasa reconheceu que se tratava de alguma peça do próprio robô, que se soltou durante sua peregrinação pelo planeta.



Uma das imagens mais icônicas de Marte é uma fotografia tirada em 1976 pela sonda Viking 1, da Nasa. Naquela época, o planeta ainda era uma paisagem misteriosa, e os boatos sobre vida em sua superfície faziam muito sucesso. A foto mostrava uma região conhecida como Cydonia, onde despontava uma estrutura de 3 quilômetros, que lembrava uma face humana. Mesmo em uma época na qual ainda não existia internet, a imagem circulou rapidamente pelo planeta.
A repercussão foi tanta que, poucos dias depois, cientistas da Nasa tiveram de se pronunciar, afirmando que se tratava de uma simples plataforma na superfície do planeta. Os traços humanos seriam a sombra que a luz do sol projetava em sua superfície. Os teóricos da conspiração, entretanto, insistiam que o governo americano estava escondendo algo da população.
A discussão só teve um fim em 1998, quando a nave Mars Global Surveyor voou em direção à mesma região e fotografou a mesma formação geológica. A imagem que apareceu em uma resolução muito maior do que a anterior mostrava uma simples formação natural.


O Google Mars é um programa lançado em 2009 que permite aos seus usuários navegar pela superfície de Marte utilizando imagens capturadas por diversas instituições científicas, como a Nasa e a Agência Espacial Europeia. Além de alimentar a curiosidade de leigos e a pesquisa de cientistas, o programa foi uma grande ajuda para aqueles que buscavam indícios de vida na superfície do planeta.
Em 2011, o italiano Matteo Ianneo anunciou ter descoberto, a partir de pesquisas no Google Mars, indícios de vegetação, túneis e ruínas. O que mais chamou atenção do público e da mídia, no entanto, foi sua alegação de que teria encontrado uma representação do indiano Mahatma Gandhi na superfície de Marte.
O italiano disse que não tinha certeza de que se tratava de uma rocha intencionalmente esculpida com a cara do líder indiano podia ser simplesmente uma formação geológica natural.


A cratera Galle é uma das formações mais conhecidas de Marte. Medindo cerca de 215 quilômetros, ela está localiza a leste da Argyre Planitia, uma planície localizada no sul do planeta.

As estruturas no interior da cratera se formaram a partir da erosão do vento, e fazem com que a região se pareça com um smile as famosas representações gráficas dos sorrisos humanos. Assim, ela se tornou informalmente conhecida como "cratera da cara feliz".  

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