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O que o amanhã nos reserva?
Do O Norte


O que o amanhã nos reserva? O que haveria lá do outro lado? Como estaremos daqui a 30 anos? Estas perguntas sempre nos afligem, mas, levando em consideração os avanços tecnológicos e o rumo que já estamos seguindo, pode-se afirmar, quase com 100% de certeza, que... Não acontecerá nada conosco. Lembram-se daqueles tempos, quando grandes autores de ficção científica pareciam estar com a chave da bomba nas mãos, tentando nos alertar do grande risco que a humanidade corria? O século passado foi o mais prolífico de todos no ramo da literatura e do cinema- catástrofe. Se você fosse um Isaac Asimov, um RayBradbury, um Philip K. Dick ou um Anthony Burgess, certamente estaria muito apreensivo com tudo o que ocorre com o planeta. Previsões cataclísmicas escapavam das páginas de seus contos como cachoeiras. Invasões alienígenas, guerras nucleares, a inteligência artificial assumindo o comando do planeta, a nova era glacial, regimes opressores, limitação da liberdade... Mesmo que quisessem nos alertar de perigos não tão distantes, no fundo eles estavam torcendo para que o mundo acabasse. Mas, e se a ficção não fosse ficção?  Volta e meia, alguma nova sandice nos deixa temporariamente de cabelos em pé. Todos pensamos, ao ver os aviões se chocando contra as torres gêmeas no 09/11, que aquilo era apenas o prelúdio de coisa muito pior. E nunca mais aconteceu nada de tal magnitude. Passamos a década passada esperando que o diabólico aquecimento global mostrasse a que veio, e até agora nada de ondas gigantes engolindo o mundo, como no documentário de Al Gore. Na onda do dia 21 de dezembro de 2012, muitos ficaram com o terceiro olho na mão, atocaiados dentro de casa, com medo que o tal alinhamento peculiar do sistema solar trouxesse uma nova idade da pedra junto com ele. E agora, com essa chuva de meteoritos que houve lá na Rússia, vislumbramos as imagens do agora clássico filme trash Armageddon em nossas mentes. E se um meteoro daqueles acertasse em cheio meu carro novinho?  Como seria nossa existência se alguma previsão cataclísmica do século passado tivesse se concretizado, e não sobrasse hoje nem 1/10 das pessoas vivas no planeta? Quando penso no fim do mundo, a primeira coisa que me vem em mente são os filmes da série MadMax. O paramédico convertido em cineasta George Miller nos mostrou um “futuro próximo” funéreo e desértico depois da guerra nuclear, onde não restou quase nada da sociedade atual. Mel Gibson, um dos poucos sobreviventes, atravessa os desertos australianos solitário em sua super-caranga caindo aos pedaços. A única coisa que ele ainda consegue fazer é perseguir e matar punks motoqueiros, para afanar a escassa gasolina deles e continuar dirigindo rumo ao infinito. O Clint Eastwood da era pós-moderna, cruzando o oeste montado numa mula com motor V-8... E isso que Miller fez o primeiro filme da série em 1979!  Os filmes não explicam há quanto tempo ocorreu o grande eclipse, nem há quantos anos o estóico andarilho está a vagar pela areia, mas a vida dele, mesmo sendo tenebrosa, oferecia adrenalina diária e perigos mil em cada esquina, com todo mundo disposto a matar todo mundo, e não raro até a comer os cadáveres. O problema é que, depois de alguns anos, essa constante luta pela sobrevivência poderia tornar-se muito... Repetitiva.  Queria tanto existir no mesmo mundo daqueles sobreviventes ou no de outros filmes-catástrofe. Sentir que cada dia é diferente um do outro, a imprevisibilidade inserida à força em nosso cronograma... Não dá para enganar, o cotidiano é um saco. A rotina, a segurança da repetição, os problemas menores do dia- a- dia são motivos de sobra para que os seres humanos vão se sentindo cada vez menos humanos. Acostumamo-nos à idéia de que, se seguirmos metodicamente os mesmos passos todos os dias, nada nos faltará. Então, o caminho da segurança é sempre o preferido. Vá para a escola, forme-se, vá para a faculdade, forme-se, arrume um emprego e trabalhe até morrer. É assim que deve ser e assim sempre o será. Nossa vida é tão rasa de propósitos e tão tique-taque que, apesar de a idéia do fim do mundo nos assombrar, bem no íntimo de nossas almas, acabamos torcendo para que tais eventos de magnitude global aconteçam. Só para ver se muda alguma coisa em nossa claustrofóbica e miserável rotina. Pois, da forma como a sociedade moderna foi construída, não há muito que o cidadão comum possa fazer para fugir dela.
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