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Fernando P.L. Boavida Fernandes
Da As Beiras


Ao contrário do que poderia parecer pelo título, intencionalmentesensacionalista, não vamos aqui falar de invasões de extraterrestres, de colisões com cometas ou asteroides, ou de quaisquer outras especulações próprias de filmes de ficção científica. Falaremos, sim, de coisas reais, que já aconteceram no passado e que voltarão a acontecer porque essa é a natureza do Universo.
Já algumas vezes nesta cronica referi a crescente e inevitável dependência do nosso mundo em relação às tecnologias da informação e comunicação (TIC). Um ataque informático que deixasse inoperacional redes e serviços de TIC teria consequências imprevisíveis na economia e na própria civilização, já que poderia afetar infraestruturas críticas, paralisar a produção de bens alimentares ou outros, e levar a uma escalada bélica de dimensão indeterminada.
Felizmente que um ataque desse tipo é muito improvável. Infelizmente, o mesmo não se pode dizer de um fenômeno físico inevitável, embora pouco frequente, que pode, em poucos minutos, tornar inoperacionais as redes de energia eléctrica à escala de continentes ou do globo, paralisando, consequentemente, tudo o que funciona a eletricidade: as tempestades solares.
De facto, a nossa estrela – o Sol, sem o qual a vida na Terra não seria possível – é agora uma das principais fontes de preocupação para a Humanidade. As tempestades solares, nome pelo qual são conhecidas as emissões de massa da coroa solar, ocorrem constantemente. No entanto, existe um ciclo de onze anos, ao longo do qual a intensidade e frequência das tempestades varia entre um mínimo e um máximo. No final de 2012 e princípio de 2013 ocorrerá um máximo.
As tempestades solares transportam milhões de toneladas de partículas carregadas eletricamente que, ao atingirem o nosso planeta, interagem com o seu campo magnético e criam fortíssimas correntes induzidas em todos os sistemas elétricos, com especial efeito em linhas e transformadores de alta tensão. Estes transformadores, extremamente caros e de difícil manufatura, para os quais não existe rápida capacidade de reposição a nível mundial, podem ficar completamente queimados durante uma tempestade solar.
1859, 1921 e 1989 foram anos de intensa atividade solar. No último caso, a rede eléctrica da província canadiana do Quebec foi fortemente afetada, deixando milhões de pessoas sem energia durante 9 horas. Felizmente que essa tempestade não foi tão má como as de 1921 e de 1859, épocas em que as redes eléctricas eram ainda embrionárias.
Uma tempestade solar como a de 1859 causaria hoje prejuízos e reveses à escala mundial e lançaria o caos. Infelizmente, o avanço tecnológico generalizado não nos protegeu melhor de uma eventualidade destas. De facto, até nos tornou mais vulneráveis.

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